23 de novembro
Cheguei a Seus pés e ali fiquei... de quatro olhando pro chão.
Ele chegou de mansinho até mim e se abaixou. Começou com o zíper do meu vestido que ficou largado no meu corpo, depois o soutien... tirei ambos, e fiquei somente de cinta liga, meia, sapatos e a Coleira com a guia.
Eu prendia a respiração porque sabia que os Seus olhos eram pra mim...
Uma de Suas mãos segurava o meu sexo, como quem segura algo somente; a outra arrancava o penteado do meu cabelo que caiu escorrido e que Ele segurava como uma amarra da minha cabeça, forçando esta pra trás... mordia minhas costas, a minha bunda, nas coxas não aguentei, e gritei... eu me mexia, tentava fugir, mas Ele continuava com Sua mão entre minhas pernas e me mantinha ali, o Seu cheiro usado nas minhas narinas, e eu urrava, gemia... a dor das mordidas. Ele me pegava pra Ele, como pra me mostrar a quem eu pertencia. Enquanto Ele brincava e ria, gozava de mim, fazia e desfazia, eu perdi o rumo, gemi, gritei, chorei...
Ele mudou o ritmo, levantou, riu e deliciosamente me chamou de vadia, e eu fiquei de novo sem prumo, sem saber o que fazer. Somente chorava baixinho, olhando pro chão, tentando só entender como se pode sentir prazer em algo tão absurdo e confuso... mas a cada gesto Seu, qualquer coisa que fizesse comigo era como se me domasse... Ele amansava a Sua cadela, e ela era eu.
Do nada senti uma dor intensa e marcante em minhas nádegas... mas aquilo era um chicote!
O meu olhar de pavor deve ter sido marcante porque Ele quase se dobrou pra rir, aquela risada sádica, comprida, que ainda me deixava mais apavorada.
-Nem pense em se mexer, cadelinha. Sempre de quatro...
Uma, duas, três, sei lá quantas Ele me deu. Eu ia escorregando pra parede e já estava comprimida nela (quase de quatro ainda) quando Ele vem conferir o Seu trabalho, e passou a mão nas marcas quentes saltadas da minha pele.
-Eu sabia... você não presta mesmo... é uma verdadeira puta.
Isso Ele disse depois de constatar que, apesar do martírio, eu já estava úmida. E foi quando aconteceu o inesperado... com os meus olhos cheios de lágrimas que ainda escorriam pela face, Ele segurou o meu rosto em as Suas mãos e veio devagar, devagarinho, parando pelo caminho (acho que quase desistindo) e me beijou. Somente um beijo, mas por ali, entre meus lábios, Ele despejava toda Sua altivez e superioridade. Foi um beijo de olho fechado, demorado, de entrega de corpo e de submissão de alma. As línguas se enroscando, os dentes se arranhando, os hálitos iam se misturando e as salivas lambuzando tudo.
Eu, tão somente Dele, não percebi o tempo que passou. Eu já não era somente uma cadela, eu me esqueci disso (não sei se Ele também...) porque fui o enlaçando com meus braços em seu pescoço, os meus dedos acarinhavam o seu cabelo e o meu corpo já subia no Dele. O nossos rostos se esfregavam e eu sentia o Seu peito comprimido ao meu... os dois, sentados no chão, nus, enlaçados, com as minhas pernas na Sua cintura e Ele, sempre Ele, dando movimento ritmado e carinhoso naquela penetração deliciosa... foi apaixonante, excitante. Minha bunda ardida em Suas mãos suadas.
Acho que aquilo não era parte da sessão... quando percebi Ele já estava em cima de mim e não mais parecia um Dom... só um homem, como outros que tive, sem surpresa... mas apaixonado.*rs*. Depois de um tempo Ele me mandou somente fechar os olhos, e parou de se mexer. Ficou com Suas duas mãos enormes me segurando o rosto e me beijava selvagem, suave, mordido... e seu pênis latejando dentro de mim, paradinho.
-Não se mexe, fica quieta. (Nem abri os olhos).
Ele foi se refazer... tomar fôlego. Escutei garrafa sendo aberta, era cerveja. Não que eu seja muito a fim, mas até que uma ia cair bem, se ela fosse geladinha (com certeza era), devido aquele calor todo. Daria tempo Dele tomar um barril inteiro de tanto que demorou. Eu escutava ruídos, mas não identificava. Ai, aquela maldita espera... mal meus olhos me obedeciam.
-Vai... e me prepara um banho.
Levantei. Ele estava em pé ao meu lado.
Caramba............... cadê o banheiro? Não havia percebido que faltava um banheiro. Fui me dirigindo à saída... em algum lugar teria uma porta. Tinha. Da "sala" um vão na parede levava ao banheiro, na verdade um Senhor Banheiro: logo na entrada (quase um como um cômodo à parte) uma banheira redonda de hidromassagem, linda, depois de passar por um outro vão, o vaso, uma pia gigantesca e, unindo os dois ambientes, a ducha... numa redoma de vidro onde, como na banheira, se via o verde do jardim.
Ele era muito vaidoso e tinha inúmeros frascos de óleos e sais de banho, cremes, shampoos. Enchi a banheira, mas era grande e, por isso, demorado. Voltei a ter com Ele.
-Senhor, gosta de sais? Ou prefere a espuma italiana?
-A italiana.
-Enquanto ela está enchendo, quer que eu faça algo?
-Sobre a mesinha... eu separei umas coisas. Coloque na ordem que você gostaria que eu usasse em você.