28 fevereiro 2008

Como dói a saudade de ti..............


28 de fevereiro - parte III

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir! " (Antoine de Saint-Exupéry).
Acabei de te procurar no céu, mas ele estava encoberto e não te vi. Fiquei triste, porque te veria rindo junto com a estrelinha de mamãe... aí resolvi olhar pra dentro de mim, achando que ainda poderia estar lá... mas eu estava tão oca e preta por dentro... um abismo, daqueles que se eu caísse acho que não voltava nunca mais. Uma casca de gente é o que eu sou. Falo, sorrio, converso... mas por dentro é só um vazio pesado.
Loulou... o que foi que eu fiz? Queria de alguma forma te ter de novo... te procuro e não te vejo no rosto de nenhum outro bebê; acho até que tenho medo de te procurar em outra pessoinha, senão acho que te roubaria pra mim. Naquele dia da Brasserie... aquele peso levinho, a pelezinha macia, o cheirinho daquele montinho de carne que se mexia sozinho, e se mexia no meu colo... *rs*... ai, como eu te quis pra mim. Pensando bem agora deve ter sido mesmo uma situação meio ridícula... mas quando o seu pai me tirou dali, eu vi que ele chorava também. Eu vou te ter de novo, e vai ser com ele, pra você voltar igualzinha pra nós dois. Ele mudou muito... nem parece o mesmo homem.
Vou ser só Dele agora... serei de D. Concchobar, o seu pai, o meu querido Lorenço.

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