"Quando você sentir que foi fisgado por algum pensamento... quando a maré da saudade encher o seu peito, seus olhos e todos os outros compartimentos, preste muita atenção aos segredinhos que sopram os ventos e ouça sua conchinha... ela dirá, na hora certa, como usar o anzol e a linha.” (desconhecido).
Eu devia ter uns 13 anos e saí numa excursão de ônibus para um sítio. Era carnaval e, no caminho, conheci aquele que logo me daria o primeiro grande beijo de novela da minha vida...........*rs*. O nome dele era Hélder, tinha 17 anos, morava no Brooklin e tocava piano. Nesse sítio tinha uma ponte de madeira que culminava num mirante no meio do lago... foi tudo tão romântico... foi pra lá que ele me levou e conversamos coisinhas dos nossos cotidianos. Eu lembro que do nada ele segurou a minha nuca e foi me puxando pra boca dele........ foi bobinho, eu sei, mas aquilo me tirou do chão: minhas pernas bambearam, meus olhos se fecharam e eu me senti leve... eu era uma pluma nas mãos dele. Fiquei ruborizada e minhas pupilas devem ter parecido dois melões... além de ficar com aquela cara de quem queria mais. De noite ele veio fazer serenata na minha janela, no quarto das meninas.......*kkkkkkkkkk*.
Depois teve aquele que me tirou a virgindade... nem lembro o nome dele, era o “Mineiro” *rsrsrsrs*, nem bonito ele era, mas era o que estava disponível na hora que eu achei que devia ser. Ele já era bem mais velho que eu (eu, 16; ele, uns 33). Cada amiga minha arrumou um cara e eu fui com ele pra república que ele morava. Cara, esse não foi nenhum conto de fadas, mas foi como eu planejava... foi só ficar nua e ele já estava encima de mim. Doeu um pouquinho, mas eu sabia que o segredo era só relaxar... e pronto! Ele fizera o trabalhinho dele e eu já era uma mulher... fácil, fácil. Quando ele viu o sangue, eu disse que estava mesmo pra descer pra mim... ele praguejou um pouco, mas voltou. Lembro que uma de nossas vezes foi no sofá da sala mesmo e o apoio dos braços era em madeira forrado com aquele vinil marrom horrível, sei perfeitamente porque fiquei batendo a cabeça nele, quase caindo. Nem tudo em minha vida teve muito glamour. Um dia posso até contar o que eu fiz na França (Ughhhh........ melhor esquecer, quem me conhece sabe que eu não falo dessa maldita época).
Mas amei mesmo foi o Dú. Eu o conheci na pista de dança da Lotus... foi uma coisa mágica já desde a primeira vez, parecia que a gente tinha que ficar colado... dançando, se beijando, conversando, só se olhando. A gente dormia agarrado e com o ar condicionado ligado mesmo no friozinho (ele era muito calorento, credo!). Se a gente não se tocava, pelo menos a gente se falava todos os dias, e isso foi por quase 2 meses. Até que um negão que morava comigo na época, descobriu que ele era casado e era pai de dois filhos pequenos. Eles acabaram brigando na porta da base de Pirassununga... meu amigo voltou quebrado e o outro foi transferido.
Aí, a minha outra paixão impossível foi o ^SdA^....*rs*. Desse nem vou falar mais................ cansei.
Lembro tanto de um dia que eu cabulei aula e fui namorar, claro...acho que eu tinha uns 12 anos. Só que aquele dia acho que eu tinha prova, sei lá, e ligaram pros pais da turma que faltou. Papai ficou alucinado... imagina só... eu era a princesinha dele e estava largada sabe-se lá onde e com quem. A única coisa que eu sei é que ele me achou, parou com o carro na calçada e me chamou pela janela do carona e eu, muito segura de mim e não querendo dar mole pros meus amigos e paquerinha, fui até lá encima dos tamancos... quando enfiei a cara no carro, o meu pai me puxou com tanta raiva que eu entrei pela janela e fiquei com as pernas do lado de fora.......*kkkkkkkkkkkk*, ai, meu Deus... ninguém merecia esse mico, né? Cara, no dia seguinte eu não queria ir pra escola nem amarrada... mas fui, lógico! Além de aturar as irmãs, os sermões, ainda tinha a galera. Foi o mico do ano. Putz... e o dia que eu saí com um laço na cabeça feito de papel higiênico do banheiro?. Nossa... viajei agora. Tenho um bucado de histórias do colégio... um dia faço um capítulo especial. *rs*
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