29 fevereiro 2008

Cada uma que a gente apronta...


29 de fevereiro 

Preciso escrever... recomendação médica, como uma forma de terapia já que sou péssima em desenho. Não sei se é por causa da Louise, de tanto pensar nela já como uma menininha, mas estou com vontade de falar sobre minha infância. *rs*
Ai, como eu aprontei... lembro de uma vez que eu fui numa casa, no meio do mato, com minha amiguinha de escola. O nome dela eu já não me lembro, mas sei que ela era tão urbana quanto eu, e nos encantamos com um galinheiro... era muita galinha junta, nem me lembro de ter visto outro galinheiro tão cheio na minha vida, e como era grande... vai ver que era porque nós éramos pequenas. Corremos e conseguimos pegar uma, só que achamos que ela estava fedida, e como tinha ali uma fonte com água, sem esguicho... (acho que só ligavam em dias de festas), resolvemos dar banho na dita cuja. Foi muito legal porque a gente afundava a bichinha e ela soltava bolinhas, depois saia toda feliz, se debatendo toda que nem cachorro quando toma banho pra se secar... mas era tão divertido que a gente nem pensou em trocar de galinha (além do mais, pegar aquela já tinha sido bem difícil). Até que uma hora ela não se mexeu mais. *rs* Os caseiros queriam matar a gente mas, naquele dia comemos asinha de frango *rs*.
O mato me fez lembrar algo bastante selvagem: o circo... com seus leões, ursos, elefantes, cavalos, cachorros e gatos, passarinhos e até pulgas (quem as adestravam era um palhaço, mas juro que um dia eu vi uma pular de verdade). Eu queria mesmo era ser a assistente do mágico, sempre linda, com roupas brilhantes e que desaparecia e aparecia de novo. Eu ficava fantasiando que se eu pudesse ser invisível, eu ia entrar no banheiro dos meninos... só pra saber como eles conseguiam ver a cor das nossas calcinhas. (ai, que bobinha eu...).
E o dia que eu enganei Deus? Verdade. Eu fingi que ia bater a porta do meu quarto, e segurando na maçaneta, empurrei com tudo pra fazer o maior barulhão. Só que, no último minutinho, eu segurei e não a deixei bater... mas o barulho dela batendo eu ouvi. *rs* Sei que aquele dia eu enganei Deus... ele pensou que a porta ia bater e deixou o barulho escapar, mas a porta não bateu. Caraca.............. cada uma!
Um dia eu andava de bicicleta com uma vizinha na rua da casa da avó dela. Íamos na calçada, e eu com a bike reserva (logo, sem breque); foi aí que pegamos uma descida que dava numa rua que nunca passava carro, mas quando passava era em alta velocidade. "Pára!!!", gritou ela *rs*, mas de que jeito? Só que ou eu parava ou podia morrer atropelada. Solução que eu achei: tinha um poste na frente... mirei bem e pensei assim: 'Bom, esse aí vai ter que me parar... vou meio de lado nele, tiro o pé do pedal e abraço o poste.' Simples assim... e fui com tudo. Realmente, eu abracei o poste, a bicicleta ficou no meio das minhas pernas ainda rodando (só que um pouco mais torta do que antes), meus peitos ficaram amassados (eu já tinha um pouquinho), ralei todo o rosto, bati meu ouvido (fiquei escutando um zunido por quase uma semana) e quase quebrei o braço. Não passou nenhum carro naquela hora.
*kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk* E quando eu brincava de médico com uns amiguinhos do prédio? Era quase sempre em três meninas e um moleque (eita menininho terrível). A suruba já é antiga na minha vida *rs*... Claro que uma de nós era a médica (quase nunca era ele) e, depois de montado o consultório no patamar da escada de incêndio do 4° andar, começavam a chegar os pacientes. Olhava a garganta, batia no joelho (com o martelinho de carne roubado de alguma cozinha), começavam os exames. *rs* Ai como aquilo era boooooom! Mexia, puxava, esticava (tadinho), abria a bunda, punha termômetro (a gente improvisava os apetrechos médicos) EMBAIXO DO BRAÇO. Que depravação maravilhosa... a gente sabia que os adultos não gostavam, mas aí é que a brincadeira ficava boa. A droga é que, se algum pegava a gente, era castigo na certa.

2 comentários:

Toni Rigatoni disse...

Oi Lisa!
Só pra dizer que acompanho seu blog, e que seria bem bacana ter contato com vc de novo!
Um beijo, cuide-se, muito!
mauricio

Lisa L K disse...

Meu querido amigo.........
você sabe cada uma da minha vida *rs*. Gosto de ti, meu número 1. Lembra? Não sei como me achou, mas sempre será o meu primeiro.

Beijos enormes cheio de carinho.